Mamãe, Bebê e Criança

Cartilha para Mamães e Futuras Mamães – Guia da Sociedade Brasileira

 Cartilha para Mamães

Cuidar dos pequenos é bem mais fácil do que se imaginava a algum tempo atrás. Manuais rígidos, com excesso de regras foram abolidos com o avanço nos conhecimentos sobre a fisiologia e a psicologia infantil e os progressos nos exames de imagens permitiram desvendar boa parte do funcionamento do organismo dos Bebês.

Essa nova visão não tão complicada dos bebês está esmiuçada no primeiro guia elaborado pela sociedade Brasileira de Pediatria, o mais completo já lançado no Brasil, Que se baseia em sua maioria em sinais emitidos pelos próprios interessados. Tudo está ali: como lidar com o choro, regular o uso da chupeta e aliviar as cólicas do seu queridinho, sobre a tão importante amamentação e seus horários ideais, o que na maioria são determinados pelo bebê, sem exageros nas regras.

cartilha-para-mamães-e-futuras-mamãesVeja algumas dicas dadas na tão famosa cartilha para mamães:

Cartilha para Mamães e Futuras Mamães

A Fralda – Pode ser tirada entre os 2 e os 4 anos. Quem determina o período mais propício é a própria criança, que costuma avisar que a fralda está suja ou que quer fazer cocô.

A Higiene Bucal – Deve ser feita desde a maternidade. Até o nascimento do primeiro dente, que ocorre por volta do quinto mês, deve-se passar uma gase molhada com água filtrada ou um dedal de silicone na gengiva do bebê, sempre depois das refeições ou das mamadas.

O Peso Ideal – Devido aos perigos do excesso de gordura corporal na infância, os parâmetros usados para definir o peso ideal das crianças ficaram mais rígidos em 2007. Aos 2 anos por exemplo, a média desejada é de 11,6 kg.

A Papinha – A obrigatoriedade do ovo nas papinhas diariamente após os 7 meses foi cortada devido seu alto valor nutricional, sendo recomendado apenas a gema aos bebês somente depois dos 9 meses, a clara contém albumina, uma proteína com potencial alergênico em crianças com menos de 1 ano, já que o sistema imunológico dos bebês ainda está amadurecendo.

As Cólicas – A cólica por estar relacionada ao amadurecimento neurológico do bebê só pode ser amenizada com massagens abdominais e compressas de água quente,  nunca eliminada. Até o bebê completar 3 meses, o sistema nervoso ainda não coordena os movimentos peristálticos do intestino. A cólica surge das contrações irregular da parede intestinal.

A posição de Dormir – A academia Americana de Pediatria determinou que o ideal é colocar o bebê para dormir de barriga para cima. Os estudos mostram que o risco de um bebê ser vítima de morte súbita é nove vezes maior se ele estiver deitado de bruços. Se a criança é colocada de lado, existe o risco de, em caso de vômito, ela sufocar. De barriga para cima, ela consegue tossir, chamando a atenção dos pais.

A Amamentação – Até os seis meses, o bebê deve se alimentar só do leite materno.Além de altamente nutritivo(tem 250 substâncias benéficas), o aleitamento materno fortalece o vínculo entre mãe e filho. A digestão do leite materno é muito rápida, por isso, não deve haver intervalos predeterminados entre as mamadas. O bebê deve mamar quando e quanto quiser, aprendendo dessa forma a lidar com a saciedade, o que reduz o risco de obesidade no futuro.

O Leite – A partir dos anos 2000, o leite de origem animal foi vetado para crianças com menos de 1 ano. Na impossibilidade de a criança ter o leite materno, a orientação é recorrer às fórmulas prontas. Altamente proteico, o leite animal não é bem tolerado pelos bebês, porque, até o primeiro ano, a mucosa intestinal é mais permeável, o que facilita a absorção de proteínas sem que elas sejam digeridas. A criança fica assim mais suscetível a prisão de ventre e alergia alimentar.

O Choro – O choro não deve ser nunca desconsiderado. Antes de chegarem à conclusão de que o berreiro é capricho do bebê, os pais precisam se certificar se ele, para além da fome, frio ou calor, dor ou fralda suja, necessita  de acolhimento. É por meio do choro que o bebê alerta os pais de que algo não está bem. Em cerca de 90% dos casos, o choro é causado por algum desconforto real. O choro por birra é mais alto e vem acompanhado de gritos.

A Chupeta – Até os 2 anos, durante a fase oral, a chupeta de fato acalma o bebê. Para que não se prejudique a dentição, os pediatras recomendam as chupetas ortodônticas. A partir dos 2 anos, a chupeta vira uma muleta para pais estressados e inseguros. Nessa situação, ela estimula a chantagem: aos 2 anos, a criança já tem consciência de que basta chorar ou espernear para ganhar a chupeta.

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